Artigos
01
- ARTE, SENSIBILIDADE E BELEZA NA PINTURA MEDIÚNICA
02 - A PINTURA MEDIÚNICA E A CRÍTICA ACADÊMICA
03 - "À GUISA DE EDITORIAL"
04
- EDITORIAL - A MEDIUNIDADE E O ESTUDO
05
- A MISSÃO DA ARTE
06 - MEDIUNIDADE - A corrente mediúnica
07 - A ARTE PURA
08 - VAMOS FAZER ARTE
09 - EDITORIAL
01 - ARTE,
SENSIBILIDADE E BELEZA NA PINTURA MEDIÚNICA
"Em
cada quadro se encontra encerrado misteriosamente uma vida inteira, toda uma
vida, com dores, dúvidas, horas de alegria e claridade. Sabes para onde
se dirige esta vida ? Sabes pra onde caminha a alma do artista, se também
participou da criação? Que quer anunciar?" Kandinsky - "Sobre
o Espiritual da Arte."
Marlene Fortuna.
(*)
(...)
A
Pintura Mediúnica, representa a evolução e o domínio
esplendente de um recurso expressivo, conquistado no mais profundo das intuições
poéticas do artístico. Traz ao plano da matéria, os eflúvios
da natureza supra-sensível do espírito, concretizados na obra
do próprio homem e consagra a inserção recíproca
do Universo do Múltiplo no Universo do UNO.
É precisamente
nesta liberdade de movimentar numa pulsão cromático- luminista,
liberdade "aparentemente arbitrária", que Pintura Mediúnica
se encontra respondendo talvez à própria Inquietação
Metafísica do Ser - atração pela conciliação
da Unidade com a Diversidade - Unidade que é o princípio da existência
do homem virtualmente só, e Diversidade que é uma abertura polivalente
para o Universo inteiro. Fonte motivacional de todo e qualquer prelúdio
criador mediúnico, o Múltiplo no UNO e o UNO no Múltiplo
e harmonizam eqüanimente: pintores, telas, médiuns, cores e tintas,
encetados para a mais nobre finalidade comum - união num só impulso,
num só silêncio, num gesto único, num só instante
poético e metafísico. Instante prestado a serviço do Pai:
"JÁ NÃO SOU EU QUEM FALO, É O PAI QUEM FALA EM MIM'.
Num clima de total
intimidade com as maravilhas da pintura, e de farta alternância inventiva
e lúdica para com os diversos planos de cores e formas, configura-se
a construção de uma estética surpreendente. Não
é um trabalho só de admiração da beleza, mas um
trabalho, que além de conter um valor espiritual regenerativo, reputa
ao jogo da arte eternidade no seu fluir, que neste caso, sendo um reflexo projetivo
de espírito, representa a dimensão visível de um padrão
vibratório extra-sensorial. Uma espécie de "impossível
tangibilizado", "consumação epifânica", que
artista, criação artística e mediunidade se lubridizam
, sob a inspiração Onipotente, Onipresente e Onisciente de Deus,
para fazer divulgar A Doutrina Espírita de uma forma estética
mais feliz, alegre, sensível, generosa e arrebatadoramente Beleal.
(*) Professora da
História da Arte da Faculdade de Comunicação Social Cásper
Libero de São Paulo, Pós-Graduada em Estruturas Estéticas
e Pós-Graduanda em Comunicação e Semiótica na Pontifícia
Universidade Católica/PUC.
(
Trechos extraídos do jornal espírita - órgão da
Federação Espírita do Estado de São Paulo).
02 - A PINTURA MEDIÚNICA E A CRÍTICA ACADÊMICA
É chegada a hora em que mais se levanta o véu que ainda persiste entre os dois planos da vida.Crítica à psicopictoriografia
Weimar
No âmbito da arte em geral, o intercâmbio mais se avulta nos últimos tempos, ou pelo menos torna-se mais ostensivo, uma vez que, veladamente, ou não, essa intervenção do plano invisível no plano visível sempre ocorreu, em todas as épocas da humanidade.
A história do pensamento humano o tem demonstrado, seja no setor das Artes, seja no das ciências, em todos os quadrantes, enfim, das atividades (...)
E a intervenção do Plano Maior se tornará cada vez mais contundente e clara, à medida do crescente amadurecimento mental e espiritual do homem, na sua célere passagem pela face do orbe.
Em todos os campos da arte, da Arte que "tem por escopo extravasar o Bem e o Belo da Natureza", tem havido, ultimamente, um acirramento dessa intervenção espiritual.
No setor da música, da literatura em geral, das Ciências Médicas e das ditas Ciências Exatas, a intervenção do mundo extrafísico tem sido constante, notória e inegável.
E a intervenção dos "mortos", que estão mais vivos do que nós, pretensos vivos, não se queda por aí, eis que faz parte do Plano Divino com relação ao homem da Terra, que não é órfão da Criação, conforme nos acenara o Meigo Rabi.
É
chegado o momento da mais intensa maturação do orgulhoso bípede,
que demora sobre a face deste minúsculo planeta.
E
é por isso que tem surgido à mancheias, médiuns pintores,
instrumentos mais ou menos dóceis nas mãos dos grandes menestréis
da Pintura Universal.
Vários desses medianeiros têm já renome nacional e outros até internacional.
A observação mais comum de alguns críticos, muitos deles beletristas da Pintura, é a de que se as telas psicopictoriografadas não correspondem ao real estilo dos respectivos autores, ou, ainda, que todas as telas apresentam o mesmo estilo, ou que os estilos se misturam, tendo cada tela, de determinado autor, um pouco do estilo dos demais pintores exibidos.
Fica claro, pelo teor das críticas, que os críticos que assim se expressam, desconhecem determinadas verdades da Natureza.
Para
os discípulos da Boa Nova, porém, não há nenhuma
restrição a fazer, pois não desconhecemos as leis imponderáveis
a que nos achamos submetidos.
Entre essas leis,
cabe lembrar, aqui, a de sintonia universal, segundo a qual os seres que vibram
e sentem na mesma freqüência ou no mesmo nível, comunicam-se,
espontânea e naturalmente, estejam aqui ou acolá, em quaisquer
lugares do infinito.
Por outro lado, para quem tem noções básicas de mediunidade, as crítIcas apontadas nenhuma consistência oferecem.
Sabe-se que o médium, por mais flexível que seja, não deixa, pela própria natureza do dom, de exercer certa e inevitável influência no teor da mensagem, senão no conteúdo, pelo menos no acessório, senão no núcleo, pelo menos no circunstancial.
O fato de a ciência do intercâmbio representar assunto assaz fértil e de enorme complexidade e, por isso mesmo, de difícil acesso aos menos aplicados, não informa a realidade do meio utilizado para a realização da obra de Arte de que ora se trata.
Até os médiuns mais perfeitos deixam a sua marca nas obras de que, do ponto de vista conceptual, são meros intermediários.
Deixam, na obra, o seu selo, uma infinita parcela de sua personalidade, mesmo que seja a título de embalagem ou de rótulo.
Tomando
de um exemplo modesto, sua influência na mensagem, ou na obra, de Arte
ou de Ciência, seria comparável à cor da lâmpada através
da qual se reflete a luz-ambiente, que se fará azulada ou esverdeada,
se azul ou verde for a lâmpada.
Assim,
toda luz, intensa ou menos intensa, que se fizer através da lâmpada
azul ou da lâmpada verde trará, inevitavelmente, a coloração
azul ou verde, o selo de característica exterior da lâmpada, que
nada tem a ver com o conteúdo, com a concepção do cientista,
que imaginou, projetou e acabou concretizando o maravilhoso invento.
Nesse sentido e levando em conta que não se pode exigir dos críticos apenas acadêmicos conhecimentos de leis que tais, da própria Natureza, têm eles, os críticos, certa dose de razão, ao afirmarem que as telas trazem como que uma mistura de estilos, ou um teor tal que em toda tela, deste ou daquele pintor, encontra-se, sempre, vestígio de um traço comum, traço comum esse que seria a marca do mediador, uma certa coloração azulada ou esverdeada, oriunda, não de concepção do artista, mas sim, da personalidade do médium, do médium que, quanto mais maleável e dócil, menos influência exercerá, até ao ponto de aproximar-se o mais possível da realização total do estilo do autor.
E, neste caso, não há a menor dúvida de que os estilos dos autores espirituais são inconfundíveis, (...)
E autores há, de estilos tão conhecidos e inconfundíveis, que mesmo através de médiuns pouco adestrados ou experientes, se impõem com o vigor de sua Arte.+ (...)
( Transcrito da
Revista Espírita Allan Kardec, Ano III, nº 10 )
03 - "À
GUISA DE EDITORIAL"
Considerações
Oportunas sobre Pintura Mediúnica
Em artigo publicado oportunamente no jornal "Goiás Espírita",
Umberto Ferreira teceu comentários sobre pinturas mediúnicas que
vêm sendo produzidas fartamente. Salienta ele, que, nos casos autênticos
e de boa qualidade, tais fenômenos podem chamar a atenção
para as questões da existência da vida após a morte, conduzindo
interessados ao estudo do Espiritismo, o que, então, e somente então,
é altamente positivo.
Por outro lado - continua Umberto -, "muitas destas telas têm sido expostas e vendidas como obras de arte, embora com fins beneficentes. Temos conversado com artistas plásticos espíritas ou simpatizantes a respeito do assunto. Eles têm confirmado nossa impressão de que os quadros deixam muito a desejar em matéria de acabamento e não deveriam ser categorizados como obras de arte. Como estes artistas, tememos que expor estas telas, fixar preços e vendê-las como obra de arte possa trazer desgaste para o Movimento Espírita.O risco é maior quando os promotores destes eventos, movidos pelo entusiasmo, programam a exibição de pinturas de má qualidade, recebidas por médiuns iniciantes. O pior é que, muitas vezes, convidam artistas plásticos respeitáveis, não espíritas, para verem as obras "de arte" recebidas mediunicamente. O entusiasmo neste caso, pode levar a situações ridículas".
Este período já registrou, ao longo de reportagem específica, a má qualidade artística de algumas telas expostas ao público, em nome da comprovação da imortalidade. Em verdade, insistir nessa louvável defesa tendo em mãos material desse jaez, é demonstrar, quando muito, que os artistas perderam os seus dotes artísticos após a desencarnação, isso se autêntico o fenômeno -, e que, da consagração como mestres da pintura retornaram à condição de "medíocres aprendizes". Basta rápida comparação entre o trabalho atual do "artista" e alguns dos anteriores a sua morte.
Cabe, portanto, ressaltar a necessidade de se considerar a autenticidade do fenômeno em si, buscando averiguá-lo com todo o rigor que o bom-senso espírita reclama. E, se autêntico, examinar a oportunidade de levá-lo ao público, já que nem toda produção mediúnica tem substrato suficiente para servir em nome da divulgação doutrinária, ou para se pretender ser elemento probante da existência do Espírito."
Transcrito
da pág. 3, do MUNDO ESPIRITA
nº 1.427, jornal da Federação Espírita
do Paraná, junho/2003
04 - EDITORIAL
A Mediunidade e o Estudo
É sempre oportuno recordar a responsabilidade de espírita com
relação ao estudo frente à mediunidade, sua ou de outrem.
Ainda é comum encontrar-se médiuns que consideram
mais importante os anos que têm de casa espírita e de exercício
de mediunidade do que estudar continuadamente a Doutrina Espírita codificada
por Allan Kardec, olvidando que o bom estudo é base para um bom trabalho.
A mediunidade é importante porque representa instrumento
de intercâmbio entre os dois planos da vida e de caridade espiritual e
moral para com o próximo, encarnado ou desencarnado, quando bem direcionada.
Importante também porque o médium que assim age, imbuído
de bons sentimentos, está cumprindo com acerto a programação
que escolheu um dia na Espiritualidade e, por isso mesmo, fazendo bom uso da
sua oportunidade de progresso na presente existência corporal.
Sabe-se, entretanto, que a mediunidade implica em dois aspectos
distintos: o do seu desenvolvimento e o da sua educação.
Com relação ao primeiro, ele é acionado pela
atuação dos Espíritos, podendo ocorrer de forma equilibrada
ou não, conforme a freqüência mental em que o médium
se situe.
Com referência ao segundo - a educação - depende
do estudo ao qual o médium se propõe com maior ou menor dedicação.
Tem-se conhecimento de inúmeras mediunidades, bastante ostensivas,
que se perderam pela imprudência de médiuns que se afastaram do
estudo da Doutrina, não optando pela postura moral-evangélica,
pela boa formação- doutrinária e pelo conhecimento específico
e aprofundado da mediunidade. Resultaram em oportunidades desperdiçadas
e programações frustradas.
A programação mediúnica, convém lembrar,
envolve sempre trabalho caritativo e ação dos Espíritos
benfeitores, servindo, ao mesmo tempo, para comprovar a imortalidade da alma
e permitir a atuação mais ostensiva de equipes de cidades espirituais
da luz, em prol da evolução humana, tanto individual como social.
Períodos da Humanidade onde a prática mediúnica
foi tolhida, principalmente a Idade Média, representaram óbices
ao avanço do conhecimento mais profundo da natureza humana, do homem
integral- matéria e espírito-, que a Ciência por si só
é incapaz de realizar. É preciso que a revelação
venha antes para que a comprovação científica se faça
depois.
Quando. portanto, pessoas portadoras de mediunidade (autêntica)
buscam o auxílio espírita, torna-se imperioso que ele não
se restrinja ao passe e, muito menos, à introdução delas
em reuniões práticas sem a devida preparação.
O estudo da Doutrina é fundamental. É ele que esclarece
ao médium o que é a mediunidade, porque ele é médium,
qual a função dessa faculdade, qual o seu mecanismo, quais os
seus escolhos, a importância da moral na sua condução, por
ter a ver com o aspecto sintonia.
O estudo atinge as causas de eventuais desequilíbrios, não
se limitando aos efeitos, uma vez que educa o médium, elucidando-o de
que o processo mediúnico se faz sempre mente a mente.
O ideal, assim, é que o médium não se descuide
do estudo, buscando aprender sempre mais e com base na Codificação.
É oportuno frisar, outrossim, que o médium o é
vinte e quatro horas por dia e não apenas por ocasião de trabalhos
práticos. Esta lembrança vale para todas as pessoas, sejam médiuns
ostensivos ou não, pois inexiste alguém que não atue sobre
terceiros, em função de inspirações e intuições
passadas por benfeitores espirituais ou de influenciações e sugestões
colhidas de Espíritos menos esclarecidos.
Os Espíritos que orientaram Kardec, colocaram-lhe seguidas
vezes que é tarefa do Espiritismo destruir o materialismo, localizado
sobretudo nos corações humanos.
É pelo entendimento e pela prática do Evangelho de
Jesus, entendido à luz da Doutrina Espírita, que esse objetivo
será alcançado um dia em todas as áreas; e a mediunidade
não foge à regra.
Extraído da página 2 de O Clarim nº 11 - maio/junho/2001 - Matão/SP.
05 - A MISSÃO DA ARTE
A Arte é das mais profundas formas de expressão que o Espírito pode encontrar sobre a Terra.
Quando penetrada por idéias de excelência, cabe à Arte o labor de cooperar no desenvolvimento da estesia nas criaturas de Deus.
Assim, o artista é
alguém dotado dessas sutis percepções, tendo possibilidades
muitas vezes, de captar a vibração superior da Vida, as ondas
luminosas de esferas cerúleas e apresentar; aos homens o produto da sua
filtragem.
O artista imbuído da arte que se agita nos painéis do Cosmo; quando
segue fiel aos preceitos do equilíbrio da realização do
bem; não poucas vezes se faz intérprete de fulgurantes mensagens,
depositário que se torna dos fulgores estelares.
Cooperador de Deus, cabe ao artista desenvolver ou colaborar para que só desenvolvam nos seres humanos os sentimentos do belo; do inefável; do indefinível.
Não é por outra causa que deparamos com artistas de níveis variados; atendendo aos Programas da Divindade nos patamares mais diversos pelo mundo.
Dos tambores rústicos da selva aos violinos apaixonados de rútilos concertos, vemos a Presença de Deus...(...)
(...) Só identificas em tuas possibilidades a Presença do Senhor a se fazer através de diversificada expressão artística, eleva-te, aprimora-te, ilumina-te, conquista-te e deixa-te a ti mesmo penetrar pelas vibrações dos seres angélicos, que honram a Deus, espargindo amor e saúde pelo Universo, a fim de que, ao longo dos tempos, participes dos seus misteres.
Fazer arte, em verdade
é louvar a Deus alcandorando os seres da Humanidade.
Engaja-te nesse labor e deixa brilhar, também aí, a tua Luz.
Trecho extraído do livro VOZES DO INFINITO,
de José Raul Teixeira.
06 - MEDIUNIDADE - A corrente mediúnica
Este trabalho visa comparar
a energia elétrica com a energia estática das pessoas.
Corrente Direta (DC) = "contínua". Corre de um lado para outro
lado do fio. Exemplo: fio dos carros.
Corrente Alternada (AC) + "Alternada", "vai-e-vem", se agitam
dentro do fio, sem sair do lugar (fios de casa).
Para qualquer tipo de corrente é preciso um abastecedor (bateria ou gerador).
Toda pessoa tem capacidade elétrica (estática) e pode ser transformada
em "corrente".
Uma pessoa que se liga a outra com ligação forte = acumulador.
Uma vez excitada a corrente na pessoa (estado de transe), ela faz passar as
comunicações telepáticas.
Essa comunicação se faz por dois modos: "por fios",
de forma direta, ou por "indução", onde a pessoa é
envolvida por forte campo elétrico e magnético.
A corrente mediúnica da mesa tem de ser firme, segura, para que haja
concentração e não deixe a "bateria " perder
a força.
A corrente poderá ter maior ou menor intensidade, dependendo da fonte
alimentadora. A intensidade de uma corrente é medida com os "ampéres".
Quanto mais ampéres tiver a corrente mais intensa ela é. Certos
fios não resistem a uma amperagem muita alta. Por isso, certos médiuns
possuem a capacidade para receber "espíritos"de alta energia,
enquanto outros médiuns só recebem "espíritos"
afins em força.
Qualquer condutor de eletricidade, por melhor que seja, opõe resistência
à passagem de corrente. O ferro opõe seis vezes mais que o cobre.
O médium sentado em uma mesa de trabalho mediúnico, com a "bateria"
boa, resiste às comunicações, temendo que esses sinais
não venham de fora, mas de dentro dele mesmo.Teme que não seja
uma "comunicação," mas um caso de "animismo".
Esta resistência pode ser inconsciente. O médium se coloca à
disposição, mas sem querer, e nem saber, não deixa que
seus órgãos especializados (glândulas, por exemplo) vibrem
suficientemente para permitir "a eletrificação do fio".
E neste caso a comunicação não se dá.
Assim:
a) quanto mais numerosos forem os descrentes em uma reunião mediúnica,
menos possibilidades de comunicação;
b) o médium que resiste à comunicação quase sempre
se sente mal, mesmo depois da reunião;
c) as comunicações são mais difíceis em ambientes
quentes e abafados. É como se "esquentasse" o fio, criando
resistência;
d) a alimentação excessiva, carne em demasia e o álcool,
criam resistências às comunicações.
Matéria
resumida por Givaldo Santos.
Extraída da Revista "Sabedoria", de dezembro de 1965.
( Transcrita
do Informativo do Centro Espírita Sebastião. "o Mártir"
-
Ano II - nº 17 - Brasília/DF, novembro /2000 )
07 - A ARTE
PURA
E OS ARTISTAS
VERDADEIROS
Num momento em que assistimos ao abastardamento da arte, sobretudo no campo da música, da dança, da literatura e em quase todas as suas manifestações,vale a pena meditarmos nestes conceitos de alta espiritualidade e grande sabedoria:
A arte pura é a mais
elevada contemplação espiritual por parte das criaturas.
Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina
manifestação desse "mais além" que polariza as
esperanças d'alma.
E o artista verdadeiro é sempre o "médium" das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráteis do sentimento humano, alçando-os da Terra para o Infinito e abrindo em todos os caminhos a ânsia dos corações para Deus, nas Suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor.
EMMANUEL
( Psicografia de Chico
Xavier).
Têm crescido bastante ultimamente os movimentos artísticos no meio espírita. Festivais de música, encenações teatrais, concursos de conto e poesia etc.
A pintura ganhou também bastante realce através do surgimento da nova Escola de Pintura Pararrealista. criada e lançada pela pintora Alzira Martins Appollo e coordenada por Elfay Luiz Appollo , com o I Salão de Artes Plásticas de Temas Espíritas de São Paulo - I Salão de Artes Plásticas de Temas Espíritas de São Paulo - I SAPTEST, realizado no Instituto Espírita de Educação em julho de l980, e posteriormente, em fevereiro de l981 do I Salão Oficina Pararrealista de Artes Plásticas de Matão - I SOPARPLAM .
Outro trabalho seriíssimo,
que nos deixa entrever grandes perspectivas, é o desenvolvido por Krishnamurti
C.Dias, do Rio. Através do Projeto Cinesp - Cinema no Espiritismo - tem
excursionado por vários estados brasileiros, levando filmes, documentários
com temática espírita. O sucesso do Cinesp levou-o a criar arrojadamente
, o Tevesp que tratará de produzir programação pré-gravada
para lançamento em emissoras de televisão, produzir tele-cursos
doutrinários e organizar um Banco de Memórias em vídeo-tape,
preservando a memória geral do movimento espírita.
O jornal Correio Fraterno do ABC, de S. Bernardo do Campo, SP, promoveu em 1980
um concurso de contos que teve bom nível e participação.Em
1981, com a colaboração do poeta Pedro Franco Barbosa, autor de
"Espírito e Matéria", abriram-se as inscrições
para o concurso nacional de poesia; que irão até 30 de junho de
82, promoção também do Correio Fraterno. E muito mais se
tem feito por esse Brasil, em torno da arte espírita.
Contudo, é preciso
que se diga, a maior parte desses movimentos partiu de iniciativas individuais
ou de órgãos que de uma forma ou de outra, já estavam familiarizados
com experiências pelo menos correlatas à arte. Nos centros espíritas,
os diretores dos departamentos de arte - quando estes existem - lutam com enormes
dificuldades, já de início, para formarem uma equipe, um quadro
de colaboradores que possa desenvolver um trabalho pelo menos aceitável.
Não que se exija do candidato à essa área, muito talento
e sensibilidade, mas que reúna condições mínimas
para dar sua contribuição de forma agradável e não
forçada , desajeitada . E os companheiros que possuem certos dotes artísticos
- levam jeito, como se diz - nem sempre se dispõem a ingressar no departamento
e muito menos assumir a responsabilidade de dar seqüência ao trabalho
porventura iniciado. Escondem-se, fogem por detrás de uma confusa humildade
quando solicitados a participar de um grupo em vias de formação.
Têm vergonha, são tímidos, desconhecem ingenuamente seus
verdadeiros potenciais ou seja lá o que for... O certo é que muita
coisa boa, além do que já se tem visto, poderia ser feito pelos
departamentos de arte das instituições espíritas.
Há muita gente no meio espírita que poderia manifestar sua vocação
para música, poesia, teatro, pintura de forma a canalizar com bom gosto
e senso crítico, mensagens espiritualizantes. Esse aspecto é muito
importante. A tarefa de levar a mensagem espírita nem sempre é
fácil. "È preciso evitar-se a improvisação,
a banalização para fugir-se à vulgaridade", como frisou
muito bem Deolindo Amorim, em artigo publicado no "O Espírita"
de nº 14.
Uma ou mais pessoas sensatas, conhecedoras da Doutrina, podem organizar esse trabalho, selecionando elementos, colhendo idéias, elaborando um programa de atividades baseado no setor onde as disponibilidades, os recursos humanos e técnicos sejam maiores.
É necessário perdemos a inibição contraproducente que nos impossibilita a doação do potencial concedido por Deus a cada um de nós, a benefício próprio e dos semelhantes.
Que se mostrem pois os
companheiros que acreditam dispor de vocações artísticas
e que estejam dispostos a divulgar conscientemente a Doutrina Espírita
através da arte!
C.B.
Extraído
de "O ESPÍRITA - JAN/FEV/82
Órgão de Comunicação do INSTITUTO ESPÍRITA
OBREIROS DO BEM
Osasco/SP
09 - EDITORIAL
UM SÓ IDIOMA,
UMA SÓ ECONOMIA,
UMA SÓ MOEDA E UM SÓ
PASTOR
Em 1887, na ardência
do seu ideal, o médico polonês Ludwig Lazar Zamenhof lança
o Esperanto, língua auxiliar que se internacionaliza com o objetivo de
aproximar todos os povos do planeta e estreitar os laços de fraternidade,
superando as diferenças e preconceitos gerados pelos mais de 3.000 dialetos
e idiomas falados em cerca de 200 países.
Inicialmente desacreditado, o Esperanto expande-se, ainda que lentamente, com
sua forma expressional de fácil aprendizagem. A UNESCO reconheceu-lhe
a importância. Não é mais utopia. Sociedades de estudo,
grupos, livros, seminários e congressos multiplicam-se em todo o mundo,
dando-nos a certeza de que em poucos séculos será o idioma de
todos.
A globalização econômica, imposta pelas mais poderosas organizações
mundiais, com todas as suas imperfeições e interesses subalternos,
sofrerá as devidas correções para produzir a simplificação
necessária, abrindo o tão desejado caminho para a justiça
social, a pacificação dos corações e o fim das guerras
injustificáveis.
Agora, nesse início de 2002, abrindo o milênio, a Europa surpreende
com a implantação do já vitorioso Euro.Uma só moeda
para a maioria das nações que abriram mão de sua até
então inquebrantável soberania, com vistas ao bem-estar do velho
e rancoroso continente.
Sem derramamento de sangue, este gesto é um marco histórico na
relação dos europeus que, por muito menos no passado, iam para
os campos de batalha. São 300 milhões de cidadãos felizes
que derrubaram aquilo que era considerada muralha do orgulho étnico.
Valioso precedente que se estenderá ao Globo, no futuro.
Explodem surtos de religiosidade em todas as regiões, incluindo aquelas
que se deixavam dominar pelo exótico socialismo materialista. Budistas,
hinduístas, muçulmanos, judeus, Espíritas, católicos,
protestantes, umbandistas e tantos outros adeptos de outros credos nunca buscaram
Deus com tanta sofreguidão. Empresários, cientistas e tecnocratas
que apostavam na morte da fé com os progressos obtidos, começam
a dobrar-se ante a evidência da importância da espiritualização
de seus métodos, pelos resultados positivos apresentados com operários,
funcionários e executivos que deixaram os vícios por acreditarem
na Justiça de Deus e na imortalidade da alma.
"O Evangelho Segundo o Espiritismo", desde 1864, trata dos ciclos
evolutivos e antecipa a chegada dos novos tempos em que haverá somente
um único pastor para um só rebanho. Cansados dos pesados fardos
da cultura materialista, os homens buscarão Jesus, como o vegetal busca
a luz do sol para a indispensável fotossíntese. A planta precisa
dos nutrientes, como precisamos dos ensinamentos evangélicos para a construção
da Humanidade redimida.
(Transcrito
da pág. 1 da Revista O ESPÍRITA nº 111, JAN/ABR/2002 , da
SODEC/ Sociedade
Divulgadora do Espiritismo Cristão, em Brasília/DF).
Depoimentos
01 -TESTEMUNHO
- Área Urológica
-
De vários testemunhos recebidos, principalmente através de "e-mails" eis, a seguir, um dos primeiros, enviado em 08 de janeiro de 2001, transcrito mediante a permissão do casal amigo Iliana Quelhas e Adilson Gomes no nosso reencontro realizado em Niterói/RJ (*) aos 21 de novembro de 2003 :
" Maria Helena, tudo bem?
O "Arte-Cura" é mesmo o máximo.
Acho que lhe contei sobre a raspagem que o Adilson fez na uretra; vou começar
"do início" pois só acordamos para o fato domingo último.
Você lembra do dia em que fizemos a sessão na sua casa, da última
vez que você esteve em Niterói, só eu, você e o Adilson
de "encarnados"?(**) Pois naquele dia veio um desenho para ele (***)
e você nos disse que haviam feito uma cirurgia. ( A flor vermelha está
toda raspada). Na época não entendemos, pois ele estava se sentindo
super bem, não tinha nenhum sintoma estranho.
Passou um tempo, e em dezembro ele faz uma geral de praxe. Foi ao urologista
ver a próstata e tudo bem. Porém o urologista pede uma ultrasonografia
de bexiga. E aí amiga, pasme:
Ele foi entregar a ultra para o médico e este já estranhou ter
pedido para ele aquele exame na ausência de quaisquer sintomas que o justificasse
( ele nada sentia, a próstata estava normal). Porém quando ele
abriu e viu o exame, disse:
"O senhor tem muita sorte, foi alguém lá de cima que me fez
pedir esta ultra, pois tem aqui algo, tipo uma vegetação que deve
que ser raspada e ir para biópsia. É muito pequena mas, do tipo
que vira um tumor que só quando está muito adiantado, é
visto."
Ele fez a raspagem na véspera de Natal, a biópsia confirmou a
preocupação do médico que iniciou um tratamento para terminar
a limpeza da bexiga e da uretra, 6ª feira passada. Aí lembramos
da cirurgia do "Arte-Cura" e agradecemos muito, pois foram eles que
começaram a limpeza e, com certeza, intuíram o médico,
que até hoje está desconfiado do porquê ele pediu a ultra.
Ele agora está bem, fora de perigo de algo maligno pois foi visto muito
no início.
Queria dar este testemunho e agradecer aos Espíritos da Arte-Cura, me
colocando à disposição deles, embora de longe, para doação
de fluidos e outro serviço em nome de Jesus.
Beijos saudosos.
Iliana"
OBSERVAÇÕES da médium atuante:
(*) - Na minha estada em
Niterói (novembro de 2003), nesse reencontro na mesma supracitada residência,
conversando com o casal, em dado momento disse-lhes: Gostaria, se possível...
A Iliana, alegremente interrompendo-me, falou: "Pode colocar na Internet..."
Fiquei surpreendida pois o assunto depoimentos, nem sequer havia sido mencionado...Intuição,
recebida, certamente.
(**) - Essa sessão, em caráter emergencial, foi realizada à tarde no apartamento mediante prévia autorização espiritual e estava prevista a participação de outras pessoas amigas, mas em decorrência de engarrafamento ocorrido em via de acesso ao local, não conseguiram chegar no horário previsto, aí está a razão pela qual ficamos apenas nós três.
(***) - E, antes de iniciar
essa reunião, o casal escrevendo os nomes com endereços de parentes
e pessoas amigas necessitadas, a Iliana falou: "Adilson, coloca também,
o seu... Ele disse: "Não vai ser preciso, estou bem..." Ela
dirigindo-lhe o olhar, suavemente, falou: "Mas ...coloca, assim mesmo!...
Intuição? Ele atendeu. ..
.
No final da reunião, sem comentários, diante da informação
que lhes foi dada, expressaram incontida surpresa, e eu também, decorrente
do diagnóstico revelado no desenho a ele, destinado, e a respectiva cirurgia.